16 de fevereiro de 2009

"não negues o que és
só porque não sabes como
enfrentá-lo
não te escondas de ti
não te acanhes da vida
e dos sonhos
que sei estarem entranhados
em cada palavra soletrada
a medo;
não partas
o mundo é,
sozinho,
o melhor e pior lugar
para te deixares ficar
e é por isso mesmo que
não deves fugir de ti,
é por isso mesmo que te coso as mãos
na minha pele
por tempos indeterminados
- nem tudo tem que ter um fim
não nos obriguemos a isso
descansa agora
não vou a lado algum
a não ser que mo peças
mas irei contigo
a partir deste exacto,
confuso,
e preciso momento"

["ode ao absoluto" - Su]


E eu digo que, por muito que quisesse, não diria melhor. =) No pontapé de saída para um novo semestre... é bom continuar a sentir que há quem vá connosco aonde pedirmos.

2 comentários:

Anónimo disse...

Estás a falar de nós? Para sempre...

Pais

Anónimo disse...

oh, Sara, obrigada :)
nunca pensei que este poema te pudesse tocar tanto, mas ainda bem que o fez!

e é bom também que haja quem se identique com o que escrevemos. é muito bom :) *